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Conheça Parnamirim

parnaParnamirim é um município brasileiro do estado de Pernambuco.

História
Saco do Martinho era uma fazenda de criação de gado, de propriedade do tenente-coronel Martinho da Costa Agra, que construiu, em sua fazenda, uma capela dedicada a Nossa Senhora de Santana, dando origem ao povoado. A história da cidade está intimamente ligada ao ciclo da pecuária.

Em 25 de maio de 1870, foi elevada a distrito, passando a chamar-se Santana do Saco. Neste município, surgiu a Freguesia da Leopoldina, que, desmembrada de Santana do Saco, foi elevada a município em 1 de julho de 1909. Em 31 de dezembro de 1943, a Freguesia da Leopoldina passou a chamar-se Parnamirim.

Etimologia
O topônimo “Parnamirim” é de origem tupi e significa “rio pequeno”, através da junção dos termos paranã (“rio”) e mirim (“pequeno”). Homenagem ou rio que banha a cidade: Rio Brígida.

Ocupação
martinho_agra_e _esposa_Em meados do século XIX, mas precisamente no final do ano de 1847 iniciava de fato a ocupação das terras que hoje é o município de Parnamirim.

O Tenente-coronel Martinho da Costa Agra que era natural de Catolé do Rocha/PB e filho de um advogado português, formado pela Universidade de Coimbra, casou-se com a Josefa Maria do Carmo, filha de Brígida Alencar, rica fazendeira da região. Dona Brígida deu a sua filha Maria do Carmo, por ocasião do casamento um lote de terra que futuramente seria Parnamirim. Então o Tenente-coronel Martinho da Costa Agra, resolveu instalar às margens do Rio Brígida uma Fazenda de gado que deu o nome de SACO DO MARTINHO. Logo que se instalou ele construiu a sede da fazenda (casa), que ocupa o espaço em que hoje é a residência de Dona Givoneide Cabral e uma outra casa onde fica a Fazenda Humaité, propriedade de João Pedrina atualmente.

Construiu também uma capela para a Santa de sua devoção: Senhora Sant’Ana. Depois de sua morte em 1850, a fazenda foi crescendo e em 1867, pela Lei Provincial nº 733 de junho, passou a ser Distrito de Cabrobó com o nome de Sant’Ana do Saco, para três anos depois, em 1870 de acordo com a Lei nº 924 de 25 de Maio, passou a ser chamada de Leopoldina e só em 1944 é que efetivamente passou a ser chamado PARNAMIRIM.

O povoamento se deu em torno da família de Martinho da Costa Agra que tinha onze filhos e assim foram se casando e aparecendo as primeiras famílias que deram origem ao nosso povo.

Emancipação
O nosso município foi distrito de Cabrobó, sendo desmembrado em 1879 (Lei nº 1464), quando passou a ser Vila e só em 1º de julho de 1909 é que passou a categoria de cidade com o nome de Leopoldina (Lei Estadual nº 991).

Primeiras Famílias Procedentes

– Agra – Catolé do Rocha-PB
– Gonçalves Lima – Serra Talhada
– Batista de Araújo – Exú
– Alencar – Exú
– Oliveira Cabral – Amazonas
– Aquino – Pará
– Lustosa – Piauí
– Miranda – Paraíba
– Peixoto – Granito

Estas são as famílias que deram início ao povoamento do nosso município e as primeiras gerações surgiram do casamento das famílias citadas e outras mais que aqui chegaram.

Primeiras Casas
Fazenda Saco: no Humaité, vizinha do Belmonte. Primeira fazenda de Martinho que por herança ficou com o casal Martinho Martiniano da Costa Agra e Ana da Costa Agra.

Casa de Martinho – construída no espaço onde hoje é a casa de Givoneide Cabral, na rua Coronel jambo, foi a primeira casa da cidade, a casa grande.

Depois vieram a casa da Fazenda Belmonte e da Fazenda Cachoeiro.

Nas ruas Coronel Jambo e Dr. Miguel foram construídas as primeiras casas dos seus filhos. Toda em construção de alvenaria que contrastava com as casas dos escravos que ficaram na mesma rua e a construção era de taipa.

Dos prédios antigos da cidade hoje restam poucos os novos donos foram reformando e os prédios perdendo a arquitetura primitiva.

Os antigos prédios foram construídos com barro e areia devido a dificuldade de encontrar cimento. O tijolo era muito grande por isso as paredes são bastante largas, isso você pode observar em alguns prédios antigos ainda existentes no centro da cidade.

Festa de Sant’ana
No final do mês de julho, ocorre em Parnamirim a Festa de Sant’ana, em homenagem à figura bíblica de Sant’ana, a mãe de Maria. A festa se inicia com as novenas, que duram até o fim da festa. Nos últimos dias, há apresentação de artistas e bandas na praça central. A festa também conta com as noites temáticas, organizadas pelos ‘homenageados’. No último dia de festa, há ainda o tradicional baile do Clube 26 de Julho, que se encerra às 5 da manhã, com a banda marcial de Parnamirim percorrendo as ruas da cidade com os participantes do baile e indo parar na área dos shows.

Estima-se que durante a festa, a população de Parnamirim triplique, por conta dos turistas que visitam a cidade, boa parte composta de pessoas nascidas lá, mas que moram em outras cidades.

Confira algumas fotos abaixo.